Síndrome de Peter Pan, também conhecida como desprezo, não-aceitação ou relutância à ideia de crescer. Muitas pessoas, em determinado estágio da vida, passam a não querer ficarem mais velhas. Depois de uma certa idade, não é mais questão de crescer no sentido literal da palavra, na altura. É crescer como pessoa e passar a adquirir comportamentos mais adequados pra idade. Uma pessoa de 16 anos não pensa como uma de 12, assim como uma de 23 não pensa como uma de 16. Isso teoricamente, pois nem sempre é assim.
Atitudes e comportamentos são os verdadeiros medidores de idade, muitas vezes apontando uma idade inferior ou superior a que a pessoa realmente deve ter. Na maioria das vezes, crianças querem ser adolescentes ou adultas de uma vez, adolescentes querem ser adultos... E os adultos? Fariam de tudo para voltar à adolescência ou a infância. Mas há aqueles que nem sabem direito o que são, estão em algum período indefinido entre a adolescência e a fase adulta. É assim com muitas pessoas. Mas por que crescer chega a um ponto em que não agrada mais? Mais responsabilidades, mais trabalho, menos diversão, menos aventuras? Por que deveria ser assim? Não há uma resposta específica, mas é fato que crescer dá medo.
Quando se é criança ou adolescente, não se pensa direito nas partes mais complicadas da questão. O que se quer é "ser adulto" e "ter direitos como adultos" e ponto. É só isso que importa. Mas quando, finalmente, é chegada a hora de agir como o adulto que se tornou, muitos ficam amedrontados e acabam se agarrando a valores que adiarão tomadas importantes de decisões. Que os farão ficarem no estágio anterior, adolescência, por mais tempo. Mas o tempo passa, e não vai esperar ninguém acompanhá-lo. Cabe à pessoa apertar o passo e seguir em frente. Quem disse que a vida de adulto precisa ser chata? Além do mais, quem disse que as pessoas são necessariamente apenas adultas?
Adultos são mais sábios, possuem mais experiências (na teoria), mas podem possuir características de adolescentes também. Até mesmo de crianças. Não há, de um modo geral, problemas em carregar características dos estágios anteriores à fase adulta consigo. O problema está em não querer ser adulto, em negar que se está crescendo e esnobar a ideia como se ela fosse inaceitável. É preciso encarar de frente, sem criar subterfúgios. É preciso aceitar. O tempo não espera por decisões.
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