Acho engraçado notar as mudanças que ocorreram ao longo da minha adolescência até eu chegar na fase em que estou, que costuma ser chamada de adulta. Não me considero adulta, mas com 23 anos é o que sou perante a lei. De qualquer forma, eu realmente acho engraçado alguns fatos que observo atualmente.
Hoje em dia, é "legal" ser taxado ou se taxar de loser/perdedor, ou até mesmo dizer que era assim no passado, quando nem ao menos era. Como se ser loser fosse coisa boa.
Muito se fala sobre bullying atualmente, mas há uns 10 anos não era assim. Quando eu era adolescente, era loser. E não era legal. Não era nem um pouco legal, pra dizer a verdade. Ser loser significava ser a última a ser escolhida na Educação Física, e isso era constrangedor. Puxando pela memória, me lembro de momentos que foram bem ruins, nada divertidos. Aos 11 anos, eu costumava lanchar sozinha em um banco isolado de tudo e todos. Não me encaixava em nenhum grupo, as pessoas se aproveitavam disso e de outros motivos para me zoar e eu sempre acabava indo para um canto. A culpa não era nem toda minha, nem toda das pessoas. Mas acabava ocorrendo uma soma de fatores que me levava a criar um mundo só meu, uma espécie de bolha, onde ninguém mais poderia se aproximar.
Eu também não falava muito. Preferia muito mais estar na minha própria companhia do que cercada de pessoas, e ainda prefiro. Mas antigamente, costumava ter sérias dificuldades para me comunicar com os outros, achava que todos tinham problemas comigo ou estavam falando de mim (paranóica!). Quando via um grupo de pessoas cochichando, tinha certeza de que estavam falando de mim. Não era nem "achismo". Tive colegas que me zoaram, me deram apelidos, e eu ficava quieta. Às vezes, me cansava e explodia, o que só piorava. Isso fazia parte do bullying, mas naquela época, ninguém dava bola. Era "coisa de criança".
Eu podia dar margem às críticas, me isolando e facilitando o julgamento das pessoas, mas não justificava todo o problema. O fato é que eu me sentia muito triste e solitária, uma perdedora sem vida. Isso até pode ser legal na juventude dos tempos de iPhone, mas não era na época do cd-player.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
The time of my life
Janeiro, 2012. E lá estava eu, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, me preparando para fazer A Viagem da Minha Vida – para a Europa. Sozinha. Pela primeira vez na vida. Total e completamente sozinha. “All by myself”, como diria Celine Dion. Estava na companhia de minha mãe e de uma prima do meu pai. Encontrei uma amigas e também conversei com elas. Enfim, curti o tempo que pude antes de embarcar em um voo longo e solitário por oito horas. Oito longas horas que me separavam do continente da minha vida, da terra da rainha. Do lugar que eu sonhei em conhecer por quase 11 anos.
Lembro até hoje de quando comecei o curso de inglês britânico... Não é só uma frase de efeito, eu realmente lembro. É claro que as imagens não são muito claras, pois estou falando de muitos anos atrás, mas eu lembro. Eu odiava inglês. Na verdade, eu acho que odiava porque não conseguia entender. Inglês era difícil. Até eu começar a fazer curso particular, no início de 2001. Não me lembro o mês, mas foi bem no início do ano. Meu amor pela Europa, mais precisamente pela Inglaterra e por Londres, surgiu ali.
E logo eu suspirava toda aula quando tinha que abrir o livro e via imagens da cidade que eu nunca mais ia esquecer. Londres. Tudo aconteceu aos poucos, quando vi, já estava apaixonada por um lugar no mundo que eu não fazia ideia de quando ia conhecer. Mas eu sabia que isso ia acontecer, uma hora ou outra. E aconteceu. Quase 11 anos depois.
Hoje eu não consigo mais imaginar minha vida sem a Inglaterra. Eu já sei como é lá. Não só fui para Londres, como também para outras cidades e até mesmo a outros países da Europa, mas eu preciso voltar. E depois disso tudo, comprovei uma coisa: eu realmente nasci no continente errado.
Lembro até hoje de quando comecei o curso de inglês britânico... Não é só uma frase de efeito, eu realmente lembro. É claro que as imagens não são muito claras, pois estou falando de muitos anos atrás, mas eu lembro. Eu odiava inglês. Na verdade, eu acho que odiava porque não conseguia entender. Inglês era difícil. Até eu começar a fazer curso particular, no início de 2001. Não me lembro o mês, mas foi bem no início do ano. Meu amor pela Europa, mais precisamente pela Inglaterra e por Londres, surgiu ali.
E logo eu suspirava toda aula quando tinha que abrir o livro e via imagens da cidade que eu nunca mais ia esquecer. Londres. Tudo aconteceu aos poucos, quando vi, já estava apaixonada por um lugar no mundo que eu não fazia ideia de quando ia conhecer. Mas eu sabia que isso ia acontecer, uma hora ou outra. E aconteceu. Quase 11 anos depois.
Hoje eu não consigo mais imaginar minha vida sem a Inglaterra. Eu já sei como é lá. Não só fui para Londres, como também para outras cidades e até mesmo a outros países da Europa, mas eu preciso voltar. E depois disso tudo, comprovei uma coisa: eu realmente nasci no continente errado.
Assinar:
Postagens (Atom)