Ontem e hoje estive conversando com alguns amigos sobre a tal da Gordofobia. Sobre os padrões que a sociedade impõe nas pessoas, sobre pessoas que criticam outras simplesmente por achar que essas outras estão fora do padrão - geralmente criticam aquelas que são mais “cheinhas”, alegando que ser gordo(a) é doença. Muitas vezes, se torna uma doença, a obesidade mórbida. Mas muitas outras vezes, a pessoa é daquele jeito porque se alimenta bem, tem facilidade para engordar, mas nem se importa muito com isso. Qualquer que seja o caso, diz respeito à pessoa em questão. Se ela não perguntou nada para as pessoas ao seu redor, não pediu ajuda ou sequer pensou em ir naqueles programas de perder peso, é porque ela, provavelmente, está bem como está.
“Fulana, você está gorda, precisa emagrecer”. Se isso não vem da própria “Fulana”, como se ela estivesse dizendo para si mesma que precisa perder peso, as outras pessoas não precisam se dar ao trabalho de dizer algo parecido, criticá-las e deixá-las tristes. Cada um leva a vida como bem entender.
Fiscais de vida alheia deveriam fiscalizar a própria vida, pois parece que têm muito tempo livre, logo, resolvem ocupá-lo “se preocupando” com os outros. E se eu quiser comer mais uma fatia de torta, eu vou comer. O corpo é meu, não seu. Se preocupe consigo mesmo e me deixe apreciar uma boa fatia de torta de chocolate.