(Lívia Hoffmann, 2002)
Faço meu auto-retrato
- traço a traço -
Moldo em meu corpo
a imagem que me faço.
Às vezes me moldo como o céu,
Outras me moldo como a Terra.
Mas, quem sabe, um dia me moldarei
como uma pessoa mais sincera.
Busco, infinitamente, minha face mais perfeita.
De uma pessoa mais completa,
que me faça sentir inteira.
No final, só restará minha imagem passada
de uma menina, mas que, futuramente, será
de uma mulher.
sábado, 28 de novembro de 2009
Copa 2002
(Lívia Hoffmann, 2002)
Campeão, bicampeão, tricampeão, tetracampeão.
E, finalmente, somos pentacampeões!
Fome... frio... sem tetos... mortos...
Tudo esquecido.
Brigas... guerras... desempregos... preconceitos...
Tudo abafado pelo penta.
Do que adianta ser penta?
Ter um troféu,
mas não ter justiça?
Ter honra ao mérito,
mas não ser honesto?
Brasil, mostra tua cara.
Nós podemos mudar.
Campeão, bicampeão, tricampeão, tetracampeão.
E, finalmente, somos pentacampeões!
Fome... frio... sem tetos... mortos...
Tudo esquecido.
Brigas... guerras... desempregos... preconceitos...
Tudo abafado pelo penta.
Do que adianta ser penta?
Ter um troféu,
mas não ter justiça?
Ter honra ao mérito,
mas não ser honesto?
Brasil, mostra tua cara.
Nós podemos mudar.
Minha rua
(Lívia Hoffmann, 2002)
Brota no centro da cidade
uma pequena rua,
é uma menina, ainda descalça.
As casas em colunas brincam
umas com as outras, dançam.
Há uma que chama a atenção pela sua pintura velha, desgastada.
Ela lembra uma igreja recém-construída.
Há uma praça com uma gruta,
onde sinto o aroma forte e queimado de vela.
Há árvores onde brotam pequenas frutas doces que como diariamente,
e milhões de pássaros que com seus cantos suaves nos encantam.
Os ventos fortes e frios do inverno agitam as folhas das árvores mais altas,
e também as roupas dos varais dos vizinhos.
A cada instante vemos veículos e motocicletas passando na rua.
Nas calçadas, passam pessoas que vão cumprir seus compromissos.
Os dias de chuva fazem os pátios das casas inundarem,
e vez ou outra se vê os carros passarem.
Escuta-se o som de uma banda de rock com suas músicas animadas e divertidas.
Um homem toca saxofone.
Quando chega à tardinha, os carros passam apressadamente com seus faróis ligados,
que iluminam a rua em noite de lua cheia.
E eles passam cada vez mais rapidamente...
Se estivessem com menos pressa, talvez ouvissem a música.
Talvez parassem para dançar e escutar o som do canto suave dos pássaros.
O som da vida.
Brota no centro da cidade
uma pequena rua,
é uma menina, ainda descalça.
As casas em colunas brincam
umas com as outras, dançam.
Há uma que chama a atenção pela sua pintura velha, desgastada.
Ela lembra uma igreja recém-construída.
Há uma praça com uma gruta,
onde sinto o aroma forte e queimado de vela.
Há árvores onde brotam pequenas frutas doces que como diariamente,
e milhões de pássaros que com seus cantos suaves nos encantam.
Os ventos fortes e frios do inverno agitam as folhas das árvores mais altas,
e também as roupas dos varais dos vizinhos.
A cada instante vemos veículos e motocicletas passando na rua.
Nas calçadas, passam pessoas que vão cumprir seus compromissos.
Os dias de chuva fazem os pátios das casas inundarem,
e vez ou outra se vê os carros passarem.
Escuta-se o som de uma banda de rock com suas músicas animadas e divertidas.
Um homem toca saxofone.
Quando chega à tardinha, os carros passam apressadamente com seus faróis ligados,
que iluminam a rua em noite de lua cheia.
E eles passam cada vez mais rapidamente...
Se estivessem com menos pressa, talvez ouvissem a música.
Talvez parassem para dançar e escutar o som do canto suave dos pássaros.
O som da vida.
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