terça-feira, 1 de março de 2016

O maravilhoso mundo dos memes

Não tem como negar: a internet é uma das melhores coisas que já aconteceu no mundo. Mas ela também pode ser considerada uma das piores por não perdoar nada e nem ninguém. Em um mundo recheado de acontecimentos impactantes, ultimamente nós sempre encontramos um jeito de focar em algum fato curioso e engraçado e fazer com que aquilo jamais seja esquecido. Pois é, eu estou falando dos famosos "memes". Quem não se lembra do polêmico vestido azul e preto/branco e dourado, amplamente discutido há um ano? Ou, mais recentemente, das brincadeiras zoando o ator Leonardo DiCaprio, que finalmente conseguiu ganhar seu primeiro Oscar como Melhor Ator pelo filme The Revenant (O Regresso)? E as inúmeras montagens e gifs com a atriz Glória Pires, completamente perdida na cerimônia do Oscar da TV Globo? Ao que parece, os memes realmente vieram para ficar e ter a certeza de que nada, nunca, caia no esquecimento.

Leonardo DiCaprio e a estatueta

Segundo o InfoEscola, "Meme é um termo criado pelo escritor Richard Dawkins, em seu livro The Selfish Gene (O Gene Egoísta, lançado em 1976) [...]". Entretanto, na informática, "a expressão Memes de Internet é utilizada para caracterizar uma ideia ou conceito, que se difunde através da web rapidamente". E quem são as "cabeças" por trás deles? Isso varia muito. Os memes podem ser criados por pessoas comuns, compartilhados em redes como Facebook e Twitter, ou podem ser usados por empresas para espalhar o chamado "Marketing Viral" (publicidade massiva). Ao ser divulgado incansalvemente, tal fato acaba "virando viral" - outra expressão muito conhecida na internet. Por não necessitar de muitos recursos (acesso a internet, conhecimentos de ferramentas básicas de edição e criatividade são suficientes), os memes podem ser criados por qualquer pessoa. Não precisam de estudo ou experiência. Se a pessoa quiser, abre o editor de sua preferência, escolhe algum fato do momento, zoa daquilo como bem lhe convir e divulga em suas redes. Se ela tiver um bom círculo de amizades, o "meme" pode facilmente viralizar. Mas quando são as grandes empresas a se apoderar da ideia, o fato sempre se espalhará rapidamente. E vai ficar marcado. É só dar alguns cliques no Google para relembrar toda a história do vestido azul e preto/branco e dourado e conferir imagens no acervo sem fim do maior buscador da internet.

Glória Pires, na noite do Oscar 2016

A internet não perdoa mesmo. Para o bem ou para o mal, ela está no cotidiano de praticamente todo mundo. Os famosos que o digam. Se em algum momento se descuidarem (como foi o caso da Glória Pires), podem acabar fazendo a alegria de vários criativos de plantão e tornarem-se os "memes do momento". E mesmo quando não é culpa de ninguém (como Leo sem Oscar e o vestido de cor indefinida), se algo simplesmente cai nas graças dos internautas, não tem quem impeça a proliferação dessas montagens e gifs. Não há limites, não tem como tirar da rede depois e muito menos esquecer. Se eles foram divulgados, estarão para sempre buscáveis, clicáveis e compartilháveis. Eles podem, é claro, ficar obsoletos, mas jamais serão esquecidos. Sempre existirá um cantinho na memória para armazená-los e, em algum momento, acessar e lembrar quando aquilo foi a grande sensação.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Divagações aleatórias

Eu evito pensar. Em várias coisas.

Eu deixo passar. Várias coisas que deveriam me interessar e me impulsionar,
Eu simplesmente deixo passar.

Eu olho para trás, quase todo tempo.
Não consigo deixar para lá o que já passou, sempre encontro uma maneira de voltar,
Para aquele momento,
Revivê-lo diversas vezes em minha mente, não deixá-lo cair no esquecimento.
Sempre encontro uma brecha para voltar atrás, fingir que estou lá, que posso pensar em mudar.

Mas a vida não é feita de passos para trás, não é feita do passado,
Mas será que ela seria melhor se fosse assim?

Eu não sei. Honestamente, eu não faço ideia.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O vestido mais polêmico da interweb

A foto que virou a internet de ponta-cabeça


Sim, meus caros. O vestido É azul e preto, e não branco e dourado. End of discussion.

Mas por que um assunto tão banal gerou tanta polêmica e levantou as mais diversas teorias? Muitas pessoas disseram coisas como: "Quem enxerga azul e preto é 'assim', quem enxerga branco e dourado é 'assado'". O que, no fim das contas, não possui nenhum fundo de verdade. Não tem nada a ver com humor ou estado de espírito. De acordo com a maioria dos sites que estão tentando desvendar este mistério e esclarecer, de uma vez por todas, que o vestido é, DE FATO, azul e preto, as cores realmente podem ser vistas de maneiras diferentes pelas pessoas. Algumas pessoas estão vendo as cores reais do vestido, azul e preto, outras estão sendo "enganadas" pelos próprios olhos e enxergam branco e dourado. A explicação mais detalhada pode ser lida aqui: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/consultor-do-bem-estar-fala-sobre-vestido-misterioso-que-muda-de-cor.html

Eu, por exemplo, só consigo enxergar azul e preto. Nem nas fotos mais manipuladas, que tentam "balancear" as cores para elas ficarem em tons que remetem ao branco e ao dourado, eu enxergo diferente. É sempre azul e preto. E, como pude perceber pelas minhas andanças pela interwebs, tanto no final da noite de ontem quanto durante toda essa sexta-feita, a maioria das pessoas enxerga branco e dourado. O "team" blue & black é minoria. O assunto viralizou de tal maneira que até mesmo as celebridades se posicionaram. Taylor Swift, por exemplo, diz ter visto azul e preto.

Já descobrimos que o vestido (muito feio, por sinal) é azul e preto, mas... por que isso gerou tantas discussões? Muitas pessoas estavam indignadas com isso, alegando (e com toda a razão) que existem problemas REAIS no mundo, que merecem muito mais atenção que um mero vestido e sua cor indefinida. Mas é claro que, na prática, nem tudo é como deveria ser. Quando as pessoas não entram facilmente num consenso, sempre haverá abertura para discussões calorosas e intermináveis. "É azul e preto" "Não, é branco e dourado!". Como fazer as pessoas enxergarem da MESMA maneira as cores de um vestido visto na MESMA foto? Isso não deveria ser óbvio? O vestido foi tirado sob efeito de uma luminosidade confusa, dando margem à todas essas dúvidas? É tudo uma grande pegadinha da internet? As pessoas estão se zoando? Afinal, quem está certo e quem está errado?

O vestido é, como eu já disse mais de uma vez, azul e preto. Isso já não é mais um mistério. Mas quem enxerga branco e dourado não está totalmente errado, só teve uma percepção diferente das cores.

E enquanto houver um assunto, seja ele qual for, que provoque a sociedade, por mais banal que ele seja, irá gerar grandes discussões. E o uso cada vez maior das redes sociais não deixa dúvidas: uma discussão jamais morre. Uma vez iniciada, ela estará para sempre na rede.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Padrões e imposições

Ontem e hoje estive conversando com alguns amigos sobre a tal da Gordofobia. Sobre os padrões que a sociedade impõe nas pessoas, sobre pessoas que criticam outras simplesmente por achar que essas outras estão fora do padrão - geralmente criticam aquelas que são mais “cheinhas”, alegando que ser gordo(a) é doença. Muitas vezes, se torna uma doença, a obesidade mórbida. Mas muitas outras vezes, a pessoa é daquele jeito porque se alimenta bem, tem facilidade para engordar, mas nem se importa muito com isso. Qualquer que seja o caso, diz respeito à pessoa em questão. Se ela não perguntou nada para as pessoas ao seu redor, não pediu ajuda ou sequer pensou em ir naqueles programas de perder peso, é porque ela, provavelmente, está bem como está.

“Fulana, você está gorda, precisa emagrecer”. Se isso não vem da própria “Fulana”, como se ela estivesse dizendo para si mesma que precisa perder peso, as outras pessoas não precisam se dar ao trabalho de dizer algo parecido, criticá-las e deixá-las tristes. Cada um leva a vida como bem entender.

Fiscais de vida alheia deveriam fiscalizar a própria vida, pois parece que têm muito tempo livre, logo, resolvem ocupá-lo “se preocupando” com os outros. E se eu quiser comer mais uma fatia de torta, eu vou comer. O corpo é meu, não seu. Se preocupe consigo mesmo e me deixe apreciar uma boa fatia de torta de chocolate.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saber inovar: é preciso

Estava assistindo a um noticiário local ontem à noite com a minha mãe e vi uma reportagem sobre o frio no Rio Grande do Sul. Bem, "vi" é jeito de falar. Não deu muita vontade de prestar atenção em uma matéria tão desgastada, até mesmo defasada, dependendo do jeito que a fazem. É sempre a mesma coisa.

"O frio não perdoa os gaúchos"
"Turistas tiram fotos com termômetros nas ruas de Gramado"
"Gaúchos ficam à espera de flocos de neve nas ruas da Serra Gaúcha"

Essas frases sempre costumam ser ditas nessas reportagens, mas não há mais a necessidade de destacar fatos tão previsíveis e que não acrescentam nada. Não inovam. Estão faltando novas ideias, pessoas com vontade de levar matérias diferentes aos noticiários. Dá para falar sobre o inverno no Rio Grande do Sul, sim, um estado abençoado com um belo clima europeu, mas sob uma outra ótica.

O guarda-roupa do gaúchos.
Esse seria um bom tema a se abordar em uma reportagem sobre o frio no Rio Grande do Sul. Até mesmo em todo o Sul, incluindo Santa Catarina e Paraná. Daria para fazer uma reportagem sobre o clima nessa época do ano nos três estados, compará-los. E também daria para falar sobre as bruscas variações de temperaturas que temos enfrentado nos últimos anos, principalmente em 2014. Mesmo em julho, mês em que deveríamos passar por um frio absurdo e constante, não sentimos que estamos no inverno. Isso porque as temperaturas estão frequentemente oscilando, sendo possível até mesmo passar pelas quatros estações do ano em um único dia.

É claro que fica difícil inovar nas matérias e buscar chamar a atenção dos telespectadores ou até mesmo leitores, no caso de matérias para jornal impresso, e fugir da obviedade. O inverno dos sulistas, especialmente dos gaúchos, é frio. A Serra Gaúcha é o passeio turístico mais desejado pelos brasileiros que moram em estados com clima mais tropical, isso também é verdade. Mas não é o que as pessoas querem saber, até porque elas já estão (eu, pelo menos, estou) cansada de ouvir isso. Talvez elas queiram saber como o pessoal aqui no Sul "se vira" nessa época do ano. Descem as roupas de frio do armário, sobem as de calor? Deixam todas juntas, caso faça frio num dia e calor no outro?

Afinal, como as pessoas lidam com as variações térmicas por aqui?
É isso que eu gostaria de ver na TV. Sinceramente, já estou cansada de ver os turistas tirando fotos em Gramado. E mais ainda de ouvi-los idolatrar o frio daqui. Mas, acima disso, estou cansada da mesmice no telejornalismo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Status: em crise

Engana-se quem pensa que só aqueles com mais de 30 ou 40 anos têm crise de meia idade. Eu sou uma prova viva disso. Tenho 24 anos e estou em uma constante crise de meia idade.
Mas como é que eu posso estar em crise de meia idade se nem sequer cheguei ao meio da vida?
Aliás, quem me garante que ainda viverei mais 24 anos, ou metade disso? Como saber quanto tempo mais eu tenho?
Não que eu me arrependa de algo que fiz ou que não fiz, pelo contrário. Acho que todas as atitudes que tomei na minha vida foram corretas, pois se não fosse assim, eu não estaria como estou agora. E acho que estou bem. Mas e se...? É quase impossível não pensar no "E se...", de vez em quando.
E se... eu tivesse feito aquilo? E se... eu tivesse ido naquele lugar? E se... eu tivesse sido menos temerosa?
E se...? São muitos questionamentos, até evito fazê-los.
Mas aí percebo que estou com 24 anos, que há 10 tinha 14, que há sete me formei no ensino médio, que há cinco estou na faculdade - com previsão de formatura para o ano que vem - e penso... E depois?
O que vem depois de tudo isso? Para onde irei?
Planos, eu tenho. Mas pensar em colocá-los em prática é um tanto assustador.
Estudar.
Trabalhar.
Viajar. Ok, viajar não é assustador, bem pelo contrário.
Ou talvez seja, dependendo do que eu vá fazer.
A questão é que cheguei numa fase da vida em que vejo uma luz no fim do túnel, ou seja, o fim da faculdade - que eu sempre considerei uma extensão do colégio, ou seja, um local de aprendizado e no qual posso cometer erros, mas e depois? Vejo a luz no fim do túnel, depois dela sei que estarei do lado de fora, mas o que vai acontecer?
Qual é o meu objetivo, de fato, na vida?
Por que eu não posso voltar aos 14 anos e viver eternamente naquela época?
Crescer é complicado, amadurecer é um desafio.
Eu realmente não quero chegar aos 30, mas quem liga pra isso? Daqui seis anos, volto para dar um parecer sobre os tão temidos 30 anos. Se é que eu chegarei lá.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Loser with no life

Acho engraçado notar as mudanças que ocorreram ao longo da minha adolescência até eu chegar na fase em que estou, que costuma ser chamada de adulta. Não me considero adulta, mas com 23 anos é o que sou perante a lei. De qualquer forma, eu realmente acho engraçado alguns fatos que observo atualmente.
Hoje em dia, é "legal" ser taxado ou se taxar de loser/perdedor, ou até mesmo dizer que era assim no passado, quando nem ao menos era. Como se ser loser fosse coisa boa.

Muito se fala sobre bullying atualmente, mas há uns 10 anos não era assim. Quando eu era adolescente, era loser. E não era legal. Não era nem um pouco legal, pra dizer a verdade. Ser loser significava ser a última a ser escolhida na Educação Física, e isso era constrangedor. Puxando pela memória, me lembro de momentos que foram bem ruins, nada divertidos. Aos 11 anos, eu costumava lanchar sozinha em um banco isolado de tudo e todos. Não me encaixava em nenhum grupo, as pessoas se aproveitavam disso e de outros motivos para me zoar e eu sempre acabava indo para um canto. A culpa não era nem toda minha, nem toda das pessoas. Mas acabava ocorrendo uma soma de fatores que me levava a criar um mundo só meu, uma espécie de bolha, onde ninguém mais poderia se aproximar.

Eu também não falava muito. Preferia muito mais estar na minha própria companhia do que cercada de pessoas, e ainda prefiro. Mas antigamente, costumava ter sérias dificuldades para me comunicar com os outros, achava que todos tinham problemas comigo ou estavam falando de mim (paranóica!). Quando via um grupo de pessoas cochichando, tinha certeza de que estavam falando de mim. Não era nem "achismo". Tive colegas que me zoaram, me deram apelidos, e eu ficava quieta. Às vezes, me cansava e explodia, o que só piorava. Isso fazia parte do bullying, mas naquela época, ninguém dava bola. Era "coisa de criança".

Eu podia dar margem às críticas, me isolando e facilitando o julgamento das pessoas, mas não justificava todo o problema. O fato é que eu me sentia muito triste e solitária, uma perdedora sem vida. Isso até pode ser legal na juventude dos tempos de iPhone, mas não era na época do cd-player.