quinta-feira, 3 de março de 2011

Time passes by

Uma das coisas mais verdadeiras que eu aprendi até hoje é que o tempo não para, como diria o imortal Cazuza. Se eu quiser mais tempo para fazer uma prova difícil, ele não vai, como em um passe de mágica, ficar mais lento ou mesmo parar, se eu por acaso pedir. Se eu estiver enfrentando um período turbulento e quiser sair dali, ir para algum outro momento da minha vida, tentar relaxar um pouco, me distrair, e depois voltar preparada para encarar o tal período, também não será possível.

Eu posso até parar os meus relógios manualmente, mas não vou poder fazer o mesmo com todos os relógios que existem. E mesmo se conseguisse, pouco ou nada adiantaria, pois o tempo sempre continua a passar. Não sabemos até quando, mas, até lá, vai continuar passando.

Se eu quiser voltar em algum momento específico da minha vida, também não vou conseguir. Não existe um controle remoto universal como o do filme Click. E talvez até seja melhor assim! Quem assistiu a esse filme sabe como ter um controle daqueles pode causar vários problemas... Mas, mesmo assim, tenho certeza de que quase todo mundo já quis voltar, parar ou adiantar o tempo. Reviver o passado, curtir mais algum momento do presente ou ir logo para o futuro são vontades compreensíveis, mas parece que não é assim que deve ser.

Talvez fosse bom voltar ao passado e consertar erros, ou continuar em algum momento presente da vida até cansar e, depois, pular para o futuro. Ou ainda ir para o futuro, ver o que acontece e voltar ao passado/presente sabendo, e preparado, para o que virá depois.

Mas nada disso está em nossas mãos. Não temos controle algum sobre o tempo.
 O que passou, passou. O que está acontecendo, está acontecendo naquele exato momento.

Piscou, virou passado. E o futuro, virou presente.

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