Amanhã, dia 13 de agosto, o meu pai estaria fazendo 53 anos. Não consigo explicar com palavras a falta que ele faz na minha vida. Era e continua sendo uma das pessoas mais especiais e importantes para mim, isso nunca vai mudar. O tempo vai passar, algumas coisas podem até mudar, mas o meu amor por ele vai continuar crescendo. Não é porque o meu pai não está mais aqui, neste plano, que eu vou passar a me referir a ele como uma pessoa que eu "costumava" amar, como se eu não continuasse fazendo isso.
O meu pai não era a pessoa mais perfeita do mundo, inclusive podia passar longe disso, mas eu o amava com todos os defeitinhos que ele tinha. Sem falar que ele tinha várias qualidades e eu tenho muito orgulho de dizer que herdei algumas. Mas algo que eu herdei, sem qualquer questionamento, foi o temperamento forte. Pavio curto, impaciência... Quando brigávamos, era uma loucura. Mas quando estávamos tranquilos um com o outro, era tudo lindo. Meu pai me paparicava muito, criava neologismos, fazia grandes demonstrações de amor. Era um lindo. É um lindo.
Eu não consigo acreditar que já faz um ano e alguns meses que ele deixou de fazer parte deste plano físico. Que ele deixou de participar da minha vida como minha mãe continua fazendo, que ele não está mais por perto fisicamente para eu contar sobre a faculdade ou qualquer outra coisa. Ele não está mais aqui para abrir os braços no meio da rua e vir em minha direção como se fosse um avião, me fazendo rir e morrer de vergonha, mas ao mesmo tempo ter vontade de fazer o mesmo e gritar "ESSE É O MEU PAI! MORRAM DE INVEJA!". Sempre tive muito orgulho dele.
Não só o dia do aniversário dele está chegando, como também o dia dos pais. Então dá para imaginar o quão desolada eu estou. Menos do que no ano passado, quando estava tudo muito recente, mas ainda assim, estou. Nada vai conseguir trazer o meu pai de volta, nem que seja para dizermos "eu te amo" um para o outro, mais um vez, e nos abraçarmos. Nada. Eu não vou mais receber abraços dele. Mas eu gosto de pensar que ele está sempre por perto ou me cuidando de algum lugar. Na verdade, eu quero e preciso pensar assim.
Quando acontece algo bom na minha vida, gosto de pensar que ele estava ao lado do Cara Lá de Cima e me ajudando naquele momento. Imagino ele sorrindo, reprovando algumas atitudes, mas sempre me vendo e guiando de algum lugar.
Eu não sou mais a mesma sem o meu pai, aquele cara era e continua sendo um dos meus exemplos de vida, o meu grande herói.
Mas eu sei que preciso seguir em frente. Sei que ele quer isso, então é o que estou fazendo: seguindo em frente. Um passo de cada vez, dia após dia.
Então, PAI, onde quer que você esteja, saiba que eu continuo te amando MUITO. Nada, nunca, vai mudar o que eu sinto por você. Nem o tempo.
FELIZ ANIVERSÁRIO (adiantado) E UM MARAVILHOSO DIA DOS PAIS!
EU TE AMO.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
It's cold in the night, but I'm looking for the heat *
A música: I Need A Woman - McFly
- Eu preciso dela! – ele disse, erguendo a cabeça. – Vejamos... – o rapaz deu um gole em sua xícara de leite, deixou-a na mesinha de cabeceira, e voltou a concentrar-se. – Ah, já sei!
- But when it gets to midnight, I'm in my bed alone. You're all I want, you're all I need. – ele cantou, dedilhando algumas notas. Depois, sorriu e anotou tudo. Era aquilo ali mesmo! – Nossa, tá frio! – o rapaz olhou para o lado e notou que sua janela estava escancarada. Levantou-se, resolveu o problema e voltou a deitar-se. – Peraí, é isso!
- It's cold in the night, but I'm looking for the heat. – ele cantou e dedilhou algumas notas novamente, escrevendo-as no caderno em seguida. Respirou fundo e esboçou um sorriso.
Ele colocou seu violão no chão e deixou a caneta e o caderno em cima da mesinha de cabeceira.
– Amanhã eu continuo. – o rapaz disse e apagou a luz, tapando-se até o nariz.
Fazia muito frio naquela noite e ele realmente estava procurando por algum calor.
Calor humano, calor dela.
* Trecho extraído de uma fanfic que estou escrevendo, que eu duvido que algum dia publique.
- Eu preciso dela! – ele disse, erguendo a cabeça. – Vejamos... – o rapaz deu um gole em sua xícara de leite, deixou-a na mesinha de cabeceira, e voltou a concentrar-se. – Ah, já sei!
- But when it gets to midnight, I'm in my bed alone. You're all I want, you're all I need. – ele cantou, dedilhando algumas notas. Depois, sorriu e anotou tudo. Era aquilo ali mesmo! – Nossa, tá frio! – o rapaz olhou para o lado e notou que sua janela estava escancarada. Levantou-se, resolveu o problema e voltou a deitar-se. – Peraí, é isso!
- It's cold in the night, but I'm looking for the heat. – ele cantou e dedilhou algumas notas novamente, escrevendo-as no caderno em seguida. Respirou fundo e esboçou um sorriso.
Ele colocou seu violão no chão e deixou a caneta e o caderno em cima da mesinha de cabeceira.
– Amanhã eu continuo. – o rapaz disse e apagou a luz, tapando-se até o nariz.
Fazia muito frio naquela noite e ele realmente estava procurando por algum calor.
Calor humano, calor dela.
* Trecho extraído de uma fanfic que estou escrevendo, que eu duvido que algum dia publique.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Vistas e sensações, cores e divagações *

Este é um dos capítulos da vida de Joanna, uma garota que descobriu cedo demais a dor de uma desilusão amorosa. “Por que ele fez isso comigo?”, pensou, enquanto se dirigia a sua poltrona na janela.
[...]
Pelo menos ela estava ali, tendo algum tempo para refletir, atravessar nuvens e percorrer longos caminhos longe da estabilidade da terra. Joanna queria tocar aquelas nuvens, ver se eram feitas de algodão.
Ela esperou o voo estabilizar para, enfim, inclinar sua poltrona, colocar fones de ouvido e relaxar de verdade. Isso daria a ela a tranquilidade necessária para refletir sobre o que tinha acontecido. O telefone tocou e ela tomou um susto ao ouvi-lo, pois pensou que tivesse desligado. Uma aeromoça apareceu, sorrindo.
- Com licença, você precisa desligar seu aparelho.
A garota assentiu e o desligou.
[...]
- Com licença, você precisa desligar seu aparelho.
A garota assentiu e o desligou.
[...]
Desde muito cedo, Joanna aprendeu que deve fazer o que acha certo. O mais certo para ela, naquele momento, parecia ser viajar para a Europa e esquecer que, nos Estados Unidos, certa pessoa tinha feito parte de sua história durante um bom tempo. “O Daniel é passado, eu preciso seguir em frente”, pensou, esboçando um ar de superioridade. “Se ele consegue, eu também conseguirei”.
Olhou para o lado e ficou maravilhada. Percebeu como seus problemas eram insignificantes perto da imensidão do que estava vendo. Ela e Daniel eram pequenos demais perto daquilo. Tudo, daquele ângulo, lhe parecia muito pequeno e insignificante. Sentiu-se diante de uma maquete ou até mesmo de simples brinquedos de crianças, mas sem poder ter controle algum sobre o que via.
Era uma união de azuis tão fascinante, eles se confundiam e não a deixavam distinguir uma coisa de outra. “Isso faz parte lá de cima ou lá de baixo?” A natureza brinca com as cores. E, assim, tão compenetrada na vista, ela pôde parar de pensar no ex-namorado durante algum tempo. Umas boas horas, pelo menos. Ao perceber isso, sorriu e sentiu-se vitoriosa. Era uma grande conquista para ela.
[...]
[...]
Joanna tinha uma prova muito difícil na próxima semana, seus pais estavam prestes a se divorciar e o garoto com o qual ela mais tinha se sentido segura durante sua vida, o único que a tinha feito descobrir tantos sentimentos novos, havia pisado na bola de maneira quase impossível de perdoar. Mas, naquele momento, nada mais importava. Nada mais merecia a sua atenção a não ser o que estava ali, do outro lado da janela.
* Segunda versão de texto ficcional a partir de foto, feito por mim, para a disciplina Português Aplicado à Comunicação II do curso de Jornalismo - Comunicação Social, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
domingo, 10 de abril de 2011
Toda a magia de um filme
Estava eu, escrevendo um artigo para uma cadeira da faculdade de Jornalismo, quando me deu vontade de escrever algo sobre um filme que eu adoro e esteve muito presente na minha vida em 2005. Por que 2005? Nem sei, mas lembro que ganhei a edição de colecionador, a do 10º aniversário de lançamento do filme, em outubro daquele ano. Estou falando de um sucesso do final da década de 80, mais especificamente de 1987: Dirty Dancing. Sessão da tarde, filme velho, roupas bregas? Até pode ser, mas a história desse filme, pra mim, é uma das mais sinceras que existem!
O filme teve um orçamento baixíssimo, por volta de US$ 6 milhões, mas seu faturamento foi de mais de US$ 213 milhões. A explicação? Pegue um filme e coloque um caro bonito, com jeito de galã e que sabe dançar, e uma garota jovem, inocente e apegada à família, e você terá uma produção nos moldes de Dirty Dancing: simples e encantador. Outro motivo para tornar o filme mais próximo da realidade e, consequentemente, atrair a atenção de muitas pessoas, é a protagonista não ser linda, mas sim uma garota comum, como qualquer outra - podia até ser sua vizinha desajeitada.
E o que se esperava, a princípio, de um filme de baixo orçamento? Praticamente nada. O pessoal envolvido na produção e os próprios atores estavam achando que seria apenas mais um filme, mas o BOOM de Dirty Dancing foi tão grande que a história até teve, em 2004, um remake: Dirty Dancing - Havana Nights, com outros atores, outro enredo e uma pequena participação de Patrick Swayze, o protagonista do original de 87. Também é bom, mas não há nada como o original, né?
E o que falar da dança final do filme, cena clássica e que eu, com certeza, adoraria ter visto nas telonas do cinema, embalada pela contagiante (I've Had) The Time Of My Life? Simplesmente inesquecível! Eu confesso que tinha me desligado do filme há algum tempo, mas ele passou semana passada na sessão da tarde, assisti-lo novamente fez todos esses sentimentos despertarem dentro de mim. Lembrei como eu gostaria de ir para um resort como aquele, conhecer um cara como Johnny Castle e viver uma história de amor como aquela.
Enfim, lembrei de uma época em que eu era absolutamente obcecada por esse filme! E como eu adoro uma nostalgia... Deu nisso!
Em tempo: Patrick Swayze, infelizmente, faleceu em 14 de setembro de 2009, após lutar por quase dois anos contra um câncer no pâncreas. Devo dizer que fiquei bem abalada quando soube.
RIP, Swayze. Nosso eterno Johnny Castle.
O filme teve um orçamento baixíssimo, por volta de US$ 6 milhões, mas seu faturamento foi de mais de US$ 213 milhões. A explicação? Pegue um filme e coloque um caro bonito, com jeito de galã e que sabe dançar, e uma garota jovem, inocente e apegada à família, e você terá uma produção nos moldes de Dirty Dancing: simples e encantador. Outro motivo para tornar o filme mais próximo da realidade e, consequentemente, atrair a atenção de muitas pessoas, é a protagonista não ser linda, mas sim uma garota comum, como qualquer outra - podia até ser sua vizinha desajeitada.
E o que se esperava, a princípio, de um filme de baixo orçamento? Praticamente nada. O pessoal envolvido na produção e os próprios atores estavam achando que seria apenas mais um filme, mas o BOOM de Dirty Dancing foi tão grande que a história até teve, em 2004, um remake: Dirty Dancing - Havana Nights, com outros atores, outro enredo e uma pequena participação de Patrick Swayze, o protagonista do original de 87. Também é bom, mas não há nada como o original, né?
E o que falar da dança final do filme, cena clássica e que eu, com certeza, adoraria ter visto nas telonas do cinema, embalada pela contagiante (I've Had) The Time Of My Life? Simplesmente inesquecível! Eu confesso que tinha me desligado do filme há algum tempo, mas ele passou semana passada na sessão da tarde, assisti-lo novamente fez todos esses sentimentos despertarem dentro de mim. Lembrei como eu gostaria de ir para um resort como aquele, conhecer um cara como Johnny Castle e viver uma história de amor como aquela.
Enfim, lembrei de uma época em que eu era absolutamente obcecada por esse filme! E como eu adoro uma nostalgia... Deu nisso!
Em tempo: Patrick Swayze, infelizmente, faleceu em 14 de setembro de 2009, após lutar por quase dois anos contra um câncer no pâncreas. Devo dizer que fiquei bem abalada quando soube.
RIP, Swayze. Nosso eterno Johnny Castle.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Time passes by
Uma das coisas mais verdadeiras que eu aprendi até hoje é que o tempo não para, como diria o imortal Cazuza. Se eu quiser mais tempo para fazer uma prova difícil, ele não vai, como em um passe de mágica, ficar mais lento ou mesmo parar, se eu por acaso pedir. Se eu estiver enfrentando um período turbulento e quiser sair dali, ir para algum outro momento da minha vida, tentar relaxar um pouco, me distrair, e depois voltar preparada para encarar o tal período, também não será possível.
Eu posso até parar os meus relógios manualmente, mas não vou poder fazer o mesmo com todos os relógios que existem. E mesmo se conseguisse, pouco ou nada adiantaria, pois o tempo sempre continua a passar. Não sabemos até quando, mas, até lá, vai continuar passando.
Se eu quiser voltar em algum momento específico da minha vida, também não vou conseguir. Não existe um controle remoto universal como o do filme Click. E talvez até seja melhor assim! Quem assistiu a esse filme sabe como ter um controle daqueles pode causar vários problemas... Mas, mesmo assim, tenho certeza de que quase todo mundo já quis voltar, parar ou adiantar o tempo. Reviver o passado, curtir mais algum momento do presente ou ir logo para o futuro são vontades compreensíveis, mas parece que não é assim que deve ser.
Talvez fosse bom voltar ao passado e consertar erros, ou continuar em algum momento presente da vida até cansar e, depois, pular para o futuro. Ou ainda ir para o futuro, ver o que acontece e voltar ao passado/presente sabendo, e preparado, para o que virá depois.
Mas nada disso está em nossas mãos. Não temos controle algum sobre o tempo.
O que passou, passou. O que está acontecendo, está acontecendo naquele exato momento.
Piscou, virou passado. E o futuro, virou presente.
Eu posso até parar os meus relógios manualmente, mas não vou poder fazer o mesmo com todos os relógios que existem. E mesmo se conseguisse, pouco ou nada adiantaria, pois o tempo sempre continua a passar. Não sabemos até quando, mas, até lá, vai continuar passando.
Se eu quiser voltar em algum momento específico da minha vida, também não vou conseguir. Não existe um controle remoto universal como o do filme Click. E talvez até seja melhor assim! Quem assistiu a esse filme sabe como ter um controle daqueles pode causar vários problemas... Mas, mesmo assim, tenho certeza de que quase todo mundo já quis voltar, parar ou adiantar o tempo. Reviver o passado, curtir mais algum momento do presente ou ir logo para o futuro são vontades compreensíveis, mas parece que não é assim que deve ser.
Talvez fosse bom voltar ao passado e consertar erros, ou continuar em algum momento presente da vida até cansar e, depois, pular para o futuro. Ou ainda ir para o futuro, ver o que acontece e voltar ao passado/presente sabendo, e preparado, para o que virá depois.
Mas nada disso está em nossas mãos. Não temos controle algum sobre o tempo.
O que passou, passou. O que está acontecendo, está acontecendo naquele exato momento.
Piscou, virou passado. E o futuro, virou presente.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Saudade: exclusividade da língua portuguesa
Para quem ainda não sabia, a palavra saudade só existe na língua portuguesa.
saudade (sa-u-da-de)
Nostalgia.
É isso aí.
Tenho muita saudade, pai.
saudade (sa-u-da-de)
s. f.
Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir.Nostalgia.
É isso aí.
Tenho muita saudade, pai.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Toques e sensações, questões e opiniões
Beijos. Abraços. Beijos, abraços ou simples toques.
Seriam beijos simples toques?
Seriam abraços mais do que simples, apesar de parecerem livres de qualquer intenção?
Beijar uma pessoa, em uma festa.
Beijar três, na mesma festa.
Uma ou três? Escolher a dedo ou ir na onda?
Em meio a tudo isso, qualquer um pode ficar confuso.
Há aqueles que se acostumam, que vão na onda.
Há aqueles que nem mesmo se importam
E há aqueles que ficam perdidos.
Mas, afinal, há um jeito certo de agir?
Há uma hora certa para esperar?
Ou será tudo uma questão de opinião?
Seriam beijos simples toques?
Seriam abraços mais do que simples, apesar de parecerem livres de qualquer intenção?
Beijar uma pessoa, em uma festa.
Beijar três, na mesma festa.
Uma ou três? Escolher a dedo ou ir na onda?
Em meio a tudo isso, qualquer um pode ficar confuso.
Há aqueles que se acostumam, que vão na onda.
Há aqueles que nem mesmo se importam
E há aqueles que ficam perdidos.
Mas, afinal, há um jeito certo de agir?
Há uma hora certa para esperar?
Ou será tudo uma questão de opinião?
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