Estava eu, escrevendo um artigo para uma cadeira da faculdade de Jornalismo, quando me deu vontade de escrever algo sobre um filme que eu adoro e esteve muito presente na minha vida em 2005. Por que 2005? Nem sei, mas lembro que ganhei a edição de colecionador, a do 10º aniversário de lançamento do filme, em outubro daquele ano. Estou falando de um sucesso do final da década de 80, mais especificamente de 1987: Dirty Dancing. Sessão da tarde, filme velho, roupas bregas? Até pode ser, mas a história desse filme, pra mim, é uma das mais sinceras que existem!
O filme teve um orçamento baixíssimo, por volta de US$ 6 milhões, mas seu faturamento foi de mais de US$ 213 milhões. A explicação? Pegue um filme e coloque um caro bonito, com jeito de galã e que sabe dançar, e uma garota jovem, inocente e apegada à família, e você terá uma produção nos moldes de Dirty Dancing: simples e encantador. Outro motivo para tornar o filme mais próximo da realidade e, consequentemente, atrair a atenção de muitas pessoas, é a protagonista não ser linda, mas sim uma garota comum, como qualquer outra - podia até ser sua vizinha desajeitada.
E o que se esperava, a princípio, de um filme de baixo orçamento? Praticamente nada. O pessoal envolvido na produção e os próprios atores estavam achando que seria apenas mais um filme, mas o BOOM de Dirty Dancing foi tão grande que a história até teve, em 2004, um remake: Dirty Dancing - Havana Nights, com outros atores, outro enredo e uma pequena participação de Patrick Swayze, o protagonista do original de 87. Também é bom, mas não há nada como o original, né?
E o que falar da dança final do filme, cena clássica e que eu, com certeza, adoraria ter visto nas telonas do cinema, embalada pela contagiante (I've Had) The Time Of My Life? Simplesmente inesquecível! Eu confesso que tinha me desligado do filme há algum tempo, mas ele passou semana passada na sessão da tarde, assisti-lo novamente fez todos esses sentimentos despertarem dentro de mim. Lembrei como eu gostaria de ir para um resort como aquele, conhecer um cara como Johnny Castle e viver uma história de amor como aquela.
Enfim, lembrei de uma época em que eu era absolutamente obcecada por esse filme! E como eu adoro uma nostalgia... Deu nisso!
Em tempo: Patrick Swayze, infelizmente, faleceu em 14 de setembro de 2009, após lutar por quase dois anos contra um câncer no pâncreas. Devo dizer que fiquei bem abalada quando soube.
RIP, Swayze. Nosso eterno Johnny Castle.
domingo, 10 de abril de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Time passes by
Uma das coisas mais verdadeiras que eu aprendi até hoje é que o tempo não para, como diria o imortal Cazuza. Se eu quiser mais tempo para fazer uma prova difícil, ele não vai, como em um passe de mágica, ficar mais lento ou mesmo parar, se eu por acaso pedir. Se eu estiver enfrentando um período turbulento e quiser sair dali, ir para algum outro momento da minha vida, tentar relaxar um pouco, me distrair, e depois voltar preparada para encarar o tal período, também não será possível.
Eu posso até parar os meus relógios manualmente, mas não vou poder fazer o mesmo com todos os relógios que existem. E mesmo se conseguisse, pouco ou nada adiantaria, pois o tempo sempre continua a passar. Não sabemos até quando, mas, até lá, vai continuar passando.
Se eu quiser voltar em algum momento específico da minha vida, também não vou conseguir. Não existe um controle remoto universal como o do filme Click. E talvez até seja melhor assim! Quem assistiu a esse filme sabe como ter um controle daqueles pode causar vários problemas... Mas, mesmo assim, tenho certeza de que quase todo mundo já quis voltar, parar ou adiantar o tempo. Reviver o passado, curtir mais algum momento do presente ou ir logo para o futuro são vontades compreensíveis, mas parece que não é assim que deve ser.
Talvez fosse bom voltar ao passado e consertar erros, ou continuar em algum momento presente da vida até cansar e, depois, pular para o futuro. Ou ainda ir para o futuro, ver o que acontece e voltar ao passado/presente sabendo, e preparado, para o que virá depois.
Mas nada disso está em nossas mãos. Não temos controle algum sobre o tempo.
O que passou, passou. O que está acontecendo, está acontecendo naquele exato momento.
Piscou, virou passado. E o futuro, virou presente.
Eu posso até parar os meus relógios manualmente, mas não vou poder fazer o mesmo com todos os relógios que existem. E mesmo se conseguisse, pouco ou nada adiantaria, pois o tempo sempre continua a passar. Não sabemos até quando, mas, até lá, vai continuar passando.
Se eu quiser voltar em algum momento específico da minha vida, também não vou conseguir. Não existe um controle remoto universal como o do filme Click. E talvez até seja melhor assim! Quem assistiu a esse filme sabe como ter um controle daqueles pode causar vários problemas... Mas, mesmo assim, tenho certeza de que quase todo mundo já quis voltar, parar ou adiantar o tempo. Reviver o passado, curtir mais algum momento do presente ou ir logo para o futuro são vontades compreensíveis, mas parece que não é assim que deve ser.
Talvez fosse bom voltar ao passado e consertar erros, ou continuar em algum momento presente da vida até cansar e, depois, pular para o futuro. Ou ainda ir para o futuro, ver o que acontece e voltar ao passado/presente sabendo, e preparado, para o que virá depois.
Mas nada disso está em nossas mãos. Não temos controle algum sobre o tempo.
O que passou, passou. O que está acontecendo, está acontecendo naquele exato momento.
Piscou, virou passado. E o futuro, virou presente.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Saudade: exclusividade da língua portuguesa
Para quem ainda não sabia, a palavra saudade só existe na língua portuguesa.
saudade (sa-u-da-de)
Nostalgia.
É isso aí.
Tenho muita saudade, pai.
saudade (sa-u-da-de)
s. f.
Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir.Nostalgia.
É isso aí.
Tenho muita saudade, pai.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Toques e sensações, questões e opiniões
Beijos. Abraços. Beijos, abraços ou simples toques.
Seriam beijos simples toques?
Seriam abraços mais do que simples, apesar de parecerem livres de qualquer intenção?
Beijar uma pessoa, em uma festa.
Beijar três, na mesma festa.
Uma ou três? Escolher a dedo ou ir na onda?
Em meio a tudo isso, qualquer um pode ficar confuso.
Há aqueles que se acostumam, que vão na onda.
Há aqueles que nem mesmo se importam
E há aqueles que ficam perdidos.
Mas, afinal, há um jeito certo de agir?
Há uma hora certa para esperar?
Ou será tudo uma questão de opinião?
Seriam beijos simples toques?
Seriam abraços mais do que simples, apesar de parecerem livres de qualquer intenção?
Beijar uma pessoa, em uma festa.
Beijar três, na mesma festa.
Uma ou três? Escolher a dedo ou ir na onda?
Em meio a tudo isso, qualquer um pode ficar confuso.
Há aqueles que se acostumam, que vão na onda.
Há aqueles que nem mesmo se importam
E há aqueles que ficam perdidos.
Mas, afinal, há um jeito certo de agir?
Há uma hora certa para esperar?
Ou será tudo uma questão de opinião?
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Together, we can do it better
Marina andava de um lado para o outro na sala de sua casa e olhava para o relógio a cada cinco segundos. Era para Marcelo ter chegado às 21h30, mas já passava das 21h45.
“Vou ligar para ele” ela decidiu. “Algo deve ter acontecido.”
E a porta verde-claro da entrada da casa não abria, o que deixava Marina cada vez mais angustiada e até trêmula.
- Meu deus, onde está o Marcelo?!
É nessa hora que a porta se abre, e logo pisa no hall de entrada um jovem rapaz, vestindo camiseta branca, bermuda preta e all star. Ele carregava, em uma das mãos, um grande embrulho, devidamente envolto em um papel branco com estrelas coloridas. Um laço vermelho dava o toque final ao presente.
- Marcelo! - Marina foi ao encontro do namorado e o abraçou e beijou como se fosse a última vez. - Onde você estava? O que aconteceu? Por que demorou?
- Calma! Eu tive alguns problemas, mas nada de mais, fique tranquila! - ele sorriu docemente para a namorada e lhe deu um beijo. - Estava morrendo de saudades, os caras não me aguentavam mais. Era Marina pra cá, Marina pra lá. - a garota riu.
- Eu também não via a hora de você voltar! - Marina disse, mexendo suavemente nos cabelos do namorado. - Mas o que é isto que você tem nas mãos, hein? - ela perguntou, ao perceber o embrulho.
- Interesseira! Só quer saber de presente, né? - Marcelo perguntou, brincando.
- Ah, seu bobo, é claro que não! - ela respondeu, rindo. - Mas eu acho que isto é para mim, certo? - perguntou mais uma vez, sorrindo inocentemente.
- Hm, vejamos... - ele fez uma cara pensativa, sem conseguir conter alguns risinhos. - É claro! - e entregou o presente para a namorada.
Marina tirou o laço vermelho e o papel branco com tanta agilidade, que Marcelo não pôde deixar de rir da afobação da namorada.
- Calma, amor, o presente não vai sumir! - ele disse, ainda rindo um pouco.
Eis que a garota se depara com um urso panda, que ela sempre quisera ter e nunca conseguiu achar. Havia comentado sobre isto algumas vezes com o garoto, mas pensou que ele também não fosse achar, ou até mesmo esquecer.
- Não acredito! - Marina abraçou o namorado. - Ele é lindo, eu amei!
- Eu sei que você sempre quis ter um, e eu consegui achar este numa loja de brinquedos infantis lá em Londres. - Marina sorriu para o garoto, muito feliz.
Alguns segundos depois, ela ficou mais séria.
- Amor... - a garota disse, colocando o presente ao seu lado e ficando de frente para Marcelo.
- Fale. - ele também ficou mais sério.
- Lembra daquela vez que você me perguntou quando nós íamos... sabe? - Marina enrolava uma mecha de cabelo no dedo, sem saber ao certo como agir. Estava até um pouco corada.
Ele sorriu, entendendo a timidez da namorada.
- Lembro, sim. Você disse que ainda não estava preparada para..., né, e eu disse que ia esperar a sua hora.
A garota, então, respirou fundo e disse:
- É, então... eu acho que a hora chegou!
Eles ficaram alguns segundos se olhando. Marina, sorrindo encabulada; Marcelo, surpreso. Até que Marcelo transformou a cara de surpresa que fez em mais um sorriso.
- Então vamos fazer nossa noite valer a pena!
“Vou ligar para ele” ela decidiu. “Algo deve ter acontecido.”
E a porta verde-claro da entrada da casa não abria, o que deixava Marina cada vez mais angustiada e até trêmula.
- Meu deus, onde está o Marcelo?!
É nessa hora que a porta se abre, e logo pisa no hall de entrada um jovem rapaz, vestindo camiseta branca, bermuda preta e all star. Ele carregava, em uma das mãos, um grande embrulho, devidamente envolto em um papel branco com estrelas coloridas. Um laço vermelho dava o toque final ao presente.
- Marcelo! - Marina foi ao encontro do namorado e o abraçou e beijou como se fosse a última vez. - Onde você estava? O que aconteceu? Por que demorou?
- Calma! Eu tive alguns problemas, mas nada de mais, fique tranquila! - ele sorriu docemente para a namorada e lhe deu um beijo. - Estava morrendo de saudades, os caras não me aguentavam mais. Era Marina pra cá, Marina pra lá. - a garota riu.
- Eu também não via a hora de você voltar! - Marina disse, mexendo suavemente nos cabelos do namorado. - Mas o que é isto que você tem nas mãos, hein? - ela perguntou, ao perceber o embrulho.
- Interesseira! Só quer saber de presente, né? - Marcelo perguntou, brincando.
- Ah, seu bobo, é claro que não! - ela respondeu, rindo. - Mas eu acho que isto é para mim, certo? - perguntou mais uma vez, sorrindo inocentemente.
- Hm, vejamos... - ele fez uma cara pensativa, sem conseguir conter alguns risinhos. - É claro! - e entregou o presente para a namorada.
Marina tirou o laço vermelho e o papel branco com tanta agilidade, que Marcelo não pôde deixar de rir da afobação da namorada.
- Calma, amor, o presente não vai sumir! - ele disse, ainda rindo um pouco.
Eis que a garota se depara com um urso panda, que ela sempre quisera ter e nunca conseguiu achar. Havia comentado sobre isto algumas vezes com o garoto, mas pensou que ele também não fosse achar, ou até mesmo esquecer.
- Não acredito! - Marina abraçou o namorado. - Ele é lindo, eu amei!
- Eu sei que você sempre quis ter um, e eu consegui achar este numa loja de brinquedos infantis lá em Londres. - Marina sorriu para o garoto, muito feliz.
Alguns segundos depois, ela ficou mais séria.
- Amor... - a garota disse, colocando o presente ao seu lado e ficando de frente para Marcelo.
- Fale. - ele também ficou mais sério.
- Lembra daquela vez que você me perguntou quando nós íamos... sabe? - Marina enrolava uma mecha de cabelo no dedo, sem saber ao certo como agir. Estava até um pouco corada.
Ele sorriu, entendendo a timidez da namorada.
- Lembro, sim. Você disse que ainda não estava preparada para..., né, e eu disse que ia esperar a sua hora.
A garota, então, respirou fundo e disse:
- É, então... eu acho que a hora chegou!
Eles ficaram alguns segundos se olhando. Marina, sorrindo encabulada; Marcelo, surpreso. Até que Marcelo transformou a cara de surpresa que fez em mais um sorriso.
- Então vamos fazer nossa noite valer a pena!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
The way it's supposed to be
A música: This Never Happened Before - Paul McCartney
Devia ser mais de 1h da manhã e eu só sei que estava lá, sentada em um banco no jardim da casa de Ashley, já fazia uns bons 20 minutos. Eu estava com um copo de cerveja em uma das mãos e, com a outra, mexia em meu cabelo. Resolvi caminhar até o gramado, que estava logo à minha frente, e sentei. Tirei minhas sandálias e deixei meus pés entrarem em contato com a grama molhada do jardim. Uma leve chuva havia acabado de cair. Respirei fundo, deitei na grama e fiquei observando as estrelas. Tão distantes, pequenas e brilhantes. Próxima a elas, uma lua cheia podia ser vista. Fiquei observando aquele céu escuro, estrelado e com aquela grande e bonita lua. Então eu ouvi passos.
- Brenda... – uma voz masculina, que eu conhecia bem, falou calmamente. Levantei, meio assustada, e me ajeitei, ainda sentada na grama, com meu vestido azul relativamente molhado.
- Oi, James.
James estava de pé, com seu terno preto impecavelmente no lugar, e as mãos nos bolsos. Ele deu um sorriso tímido e apontou a cabeça para o gramado.
- Pode sentar aqui, claro. – eu disse e, em seguida, ele sentou ao meu lado.
- Brenda, eu acho que nós precisamos conversar... – James começou a dizer, sem jeito.
- Não se preocupe, eu não estou chateada com você. – ele olhou surpreso para mim. – De modo algum. Não somos namorados, não tenho direito algum sobre você.
- Mas é que eu...
I'm very sure, this never happened to me before
(Eu tenho certeza, isso nunca me aconteceu antes)
I met you and now I'm sure
(Eu conheci você e agora tenho certeza)
This never happened before
(Isso nunca me aconteceu antes)
Ele levantou, esticou a mão e eu, de primeira, recusei. Ele continuou com a mão esticada e eu acabei segurando-a e, em seguida, levantei. Começamos a dançar lentamente, acompanhando o ritmo da música.
Now I see, this is the way it's supposed to be
(Agora eu vejo, era para ser desse jeito)
I met you and now I see
(Eu conheci você e agora eu vejo)
This is the way it should be
(Era assim que deveria ser)
- Brenda, desde que eu te conheci, senti algo que nunca havia sentido por ninguém antes. Por nenhuma pessoa. Nem mesmo pela Joanna. – James sussurrou em meu ouvido, e eu não pude deixar de sorrir.
- Eu nunca deixei de gostar de você, eu... – tentei falar, mas fui interrompida.
- Eu te amo, Brenda.
This is the way it should be, for lovers
(Era assim que deveria ser para os amantes)
They shouldn't go it alone
(Eles não deveriam seguir sozinhos)
It's not so good when your on your own
(Não é bom quando se está sozinho)
- Você é a pessoa mais especial que eu já conheci na minha vida. – James disse a mim, que já não sabia mais como reagir. Sorrir era a única opção.
- James...
- Uma voltinha. – ele me fez girar e, em seguida, voltei ao lugar. – Isso.
So come to me, now we can be what we want to be
(Então venha pra mim, agora nós podemos ser o que nós queremos ser)
I love you and now I see
(Eu te amo e agora eu vejo)
This is the way it should be
(Era assim que deveria ser)
This is the way it should be
(Era assim que deveria ser)
Senti a boca de James tentando se aproximar e, automaticamente, virei para o lado.
- Desculpe, não quis ser atrevido.
- Não, tudo bem. Eu só não estou preparada.
- Ok. Eu espero até você estar. – ele sorriu e nós continuamos dançando, muito calmamente.
This is the way it should be, for lovers
(Era assim que deveria ser para os amantes)
They shouldn't go it alone
(Eles não deveriam seguir sozinhos)
It's not so good when your on your own
(Não é bom quando se está sozinho)
I'm very sure, this never happened to me before
(Eu tenho certeza, isso nunca me aconteceu antes)
I met you and now I'm sure
(Eu conheci você e agora tenho certeza)
This never happened before (This never happened before)
(Isso nunca me aconteceu antes) (Isso nunca me aconteceu antes)
This never happened before (This never happened before)
(Isso nunca me aconteceu antes) (Isso nunca me aconteceu antes)
This never happened before (This never happened before)
(Isso nunca me aconteceu antes) (Isso nunca me aconteceu antes)
This never happened before
(Isso nunca me aconteceu antes)
- James, pode repetir aquilo que você tentou fazer antes? – pedi, sem saber ao certo quais palavras usar.
- Aquilo...? – ele sorriu, sem entender. Sorri de volta e empinei meu queixo em sua direção. Ele alargou o sorriso e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Fechei os olhos e, então, senti sua boca se aproximar novamente da minha. Desta vez, não me esquivei. Seus lábios tocaram os meus, do modo mais delicado possível. Envolvi minhas mãos em seu pescoço, e ele seus braços em minhas costas nuas e molhadas, a chuva que havia voltado a cair.
- Hey! – ouvi alguém exclamar, mas nem eu, nem James, tomamos alguma atitude. – HEY!
Rapidamente nos afastamos e encaramos uma Ashley zangada.
- A festa acabou. Alguém quebrou a porcelana chinesa preferida da minha mãe e eu não quero que mais coisas quebrem nesta casa... Todos já foram, mas como eu não quero ter que arrumar tudo sozinha, vocês vão ficar e me ajudar.
Eu e James nos entreolhamos. Eu, com minhas sandálias nas mãos, e ele, com o cabelo levemente bagunçado.
- Ta, deixa só eu me arrumar. – afastei-me, sentei no mesmo banco de antes e calcei minhas sandálias. – Pronto, vamos.
- A propósito, muito fofos vocês dançando ao som do Paul! - corei e James esboçou um sorriso tímido. – E então, vocês voltaram a namorar? – Ashley perguntou, com um ar inocente.
- Eu não... – tentei começar a dizer, mas James pegou em minha mão e me interrompeu.- Acho que sim, Ashley. Acho que sim. – disse, sorrindo para mim. Eu só pude sorrir de volta.
I met you and now I'm sure
This never happened before
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
It's complicated
Lucy era uma garota de 20 anos que ainda não tinha dado seu primeiro beijo (ou segundo, se levassem em conta um selinho mal dado quando ela tinha 16). A garota era muito amiga de Brittany, dois anos mais nova e um pouco mais "experiente". Certa noite, as duas saíram juntas e foram para o pub mais baladado da cidade de Brittany.
Durante a festa, Lucy bebeu e se divertiu como todas as pessoas do local, mas não sabia como agir quando garotos se aproximavam e tentavam "socializar" com ela. Para Lucy, a única coisa que eles queriam era ficar com ela naquela noite, nada mais. Mas ela não queria isso. Podia conversar com todos que estavam ali, mas não ia largar seus princípios e ficar com qualquer um. Não, ela queria que seu primeiro/segundo beijo fosse especial.
Por especial ela não queria dar a entender que estava esperando a chegada do príncipe encantado, lindo e montado num cavalo branco. Lucy não é boba, sabe muito bem que isso não existe, que é ilusão. Mas ela é romântica e não ia ficar com qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento, só para ser igual aos outros. Só para se encaixar.
Ah, não. Nossa Lucy estava somente à espera da pessoa certa. E ela ia chegar. Mais cedo ou mais tarde, alguém ia aparecer.
Ela pelo menos tinha que pensar assim.
Durante a festa, Lucy bebeu e se divertiu como todas as pessoas do local, mas não sabia como agir quando garotos se aproximavam e tentavam "socializar" com ela. Para Lucy, a única coisa que eles queriam era ficar com ela naquela noite, nada mais. Mas ela não queria isso. Podia conversar com todos que estavam ali, mas não ia largar seus princípios e ficar com qualquer um. Não, ela queria que seu primeiro/segundo beijo fosse especial.
Por especial ela não queria dar a entender que estava esperando a chegada do príncipe encantado, lindo e montado num cavalo branco. Lucy não é boba, sabe muito bem que isso não existe, que é ilusão. Mas ela é romântica e não ia ficar com qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento, só para ser igual aos outros. Só para se encaixar.
Ah, não. Nossa Lucy estava somente à espera da pessoa certa. E ela ia chegar. Mais cedo ou mais tarde, alguém ia aparecer.
Ela pelo menos tinha que pensar assim.
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